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Câmeras, a nova ameaça ao Status Quo.

Quem não deve não teme.
Pessoas que tentam filmar e divulgar ações mal sucedidas de policiais e agentes do estado estão sendo sumariamente reprimidos. Isto acontece principalmente nos EUA, mas também existem casos no Brasil.
Uma coisa deve ficar clara, em lugares públicos, seja praça pública, seja órgãos governamentais, é permitido por lei a captura de imagens. Portanto não se sinta reprimido, se você presenciar algum tipo de abuso de poder, saque o celular do bolso e comece a filmar.

Veja alguns casos de repressão a pessoas que tentavam filmar alguma ação:

1 – Esta mulher foi presa por filmar uma ação policial que acontecia em frente a sua casa, ela estava dentro do seu próprio jardim.

2 – Este caso aconteceu em Miami. Não sei como o tiroteio começou, não sei se o suspeito estava armado, mas o que se vê nas imagens é que o rapaz, de 22 anos, que estava no carro foi completamente fuzilado pelos policiais locais. A pessoa que filmou só conseguiu manter o vídeo por que escondeu o cartão de memória na boca antes de seu celular ser esmagado no chão por um policial. Veja como ele é ameaçado, inclusive com armas apontadas, por registrar em vídeo a ação desastrosa da polícia.

3 – Este repórter foi preso por registrar uma Audiência Pública da Comissão de Taxis em D.C. Mais sobre neste link: http://blogs.forbes.com/erikkain/2011/06/23/why-are-d-c-police-arresting-journalists-at-a-public-meeting/

4 – Aqui temos imagens de um protesto contra os preços da Gasolina em Vitória/ES. Após a manifestação o câmera flagra uma ação policial violenta contra um menor, depois de ser ameaçado eles resolveram postar o vídeo fora de foco, para que os policiais não sejam reconhecidos. Foi uma opção dos editores do site, mas seria direito deles postar o vídeo original.

Quem não deve não teme, do que estas pessoas tem medo? O que elas querem esconder tentando censuras as câmeras que às filmam. Como Michael Moore disse sabiamente em um de seus posts: “Agora é o Big Brother que está sendo vigiado, por nós!“. Portanto saquem suas câmeras e desmascarem aqueles que fazem mal uso do poder que lhes foi conferido.

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Revolução digital – Não existem segredos no mundo digital.

O sub-título é provocativo, não acredito que não hajam mais segredos no mundo digital, os segredos sempre estiveram aí e sempre vão estar, mas estamos passando por uma revolução nesta era digital, e eu gostaria de chamar atenção para alguns aspectos.

Cada vez mais nossas vidas são expostas pela tecnologia, hoje temos uma série de redes social em que é possível saber sobre a vida e intimidade de outras pessoas, assim como tornar público a sua vida pessoal. Ao chegar em um emprego novo, uma pessoa que você nunca viu na vida lhe pergunta: Então você gosta de gatos? – Mas como assim? Eu não te conheço, como você sabe isso? – As pessoas se esquecem que se você colocou esta informação na internet ela está ai disponível para que qualquer um veja, e facilmente pode ser encontrada em alguma rede social ou até mesmo no google. Google vem inclusive sendo usado como um verbo nos EUA, tipo “google him” “Don’t google me”, isto é, vai lá e busca o nome dele no google para ver que cobras e lagartos podem aparecer. Então se você tem segredos que não gostaria que as outras pessoas descobrissem, é melhor manter eles bem longe da internet, por que, uma vez que seu segredo caia na rede, não tem mais volta. Da mesma forma que você cidadão comum não gostaria de ter seus segredos divulgados, imagine os segredos de estado de uma grande nação?

Antes da era da informática a comunicação era muito mas difícil. Documentos em papel eram muito bem guardados e vigiados, somente um espião treinado conseguiria invadir sorrateiramente um arquivo para roubar documentos confidenciais. E esta guerra de informação normalmente era travada entra nações em conflito, nunca chegavam aos olhos e ouvidos do cidadão, a não ser, é claro, que o governo tivesse um bom motivo para divulgar algo, como induzir a população para um lado ou outro. Após o fim de uma guerra, o país derrotado normalmente queimaria seus arquivos para que o inimigo não pudesse tomar conhecimento, e quase sempre os crimes de guerra virariam cinzas, literalmente.

Mas então o exército americano criou a internet, eles desejavam que a informação ficasse descentralizada, caso houvesse um ataque a um centro de informação, não estaria tudo perdido, eles poderiam continuar se comunicando pois os outros computadores também poderiam servir como detentores e emissores de informação — me pergunto do que é que os americanos reclamam agora, se foram eles que criaram este sistema genial. É claro que os mesmos segredos de estado, que os governos escondiam antigamente, continuam sendo escondidos hoje em dia. A diferença é que hoje, se por alguma eventualidade, eles caírem na internet, não tem mais volta, eles serão espalhados pelo mundo e nunca mais vão ser totalmente apagados.

Assisti esses dias um vídeo de uma declaração no departamento de segurança dos EUA, naquele púlpito com o brasão da águia e a bandeira dos EUA ao fundo, sabe? Pois bem, o sujeito dizia: exigimos que o WikiLeaks devolva imediatamente todos os arquivos que foram divulgados. Oi? Devolver? Como se isso fosse adiantar alguma coisa. Mesmo que o site retirasse as informações do ar e devolvesse todos os arquivos para o governo, várias pessoas já acessaram, vários já salvaram em seus computadores, vários já compilaram e colocaram em links para download, ou seja, o site pode sair do ar, mas a informação não vai se apagar nunca, sempre vai haver uma pessoa disposta a publicar novamente os arquivos.

Outro aspecto importante é que hoje em dia qualquer um pode ser emissor de informação. Todos estão conectados, todos tem celulares com câmeras, etc… Exceto alguns países da África e Oriente Médio, a maioria da população mundial já se encontra na era digital, e pode gerar seu conteúdo e mandar sua mensagem para o Mundo. Eu acredito fielmente que esta revolução veio para o bem da humanidade, explico: torna-se cada vez mais difícil cometer crimes de guerra sem que haja uma testemunha, e se esta testemunha tiver um celular na mão, no outro dia as imagens estarão circulando pela internet. A opinião pública internacional deve atuar no sentido da paz, e desta forma pressionar os agente de guerra no sentido de estabelecer a paz. Baseado nisto, eu acredito que hoje seja praticamente impossível que se trave uma nova guerra na Europa, por exemplo. Sim, ainda existem países que estão desconectados desta revolução digital, justamente nestes países que acontecem a maioria dos conflitos atuais. Mesmo assim, as poucas imagens vazadas destas guerras (como o caso do vídeo Collateral Murder divulgado pelo Wikileaks) já geram uma comoção internacional quase generalizada. Mas em breve estes países também estarão conectados, aí vai ficar cada vez mais difícil invadir um país, matar vários civis, sem que os olhos do mundo estejam observando.

Então observemos os atentados de 11 de Setembro nos EUA. Se estes atentados tivesses ocorrido nos anos 50/60, teria sido o crime perfeito, deixaria muito poucos rastros e pistas do ocorrido. Nós, aqui na América do Sul, leríamos os jornais, veríamos a repercussão na televisão, e NUNCA teríamos acesso a uma versão diferente da oficial, o fluxo de informação era muito mais difícil naquela época. Mas hoje é diferente, vivemos na era do vídeo, do YouTube, qualquer um pode ver, re-ver, dar pause, voltar, assistir novamente e tirar suas próprias conclusões. Eu já vi diversas vezes, já assisti inúmeras teorias e versões, uma coisa eu posso dizer, é MUITO difícil de engolir a versão Oficial com tantas perguntas que o governo se recusa a responder. Nem vou entrar no assunto, a informação está aí disponível na internet para quem tiver interesse em ver. Eu garanto que a teoria de que o Governo Americano teve participação nos atentados é bastante plausível e bem fundamentada.

Eu utilizei o exemplo dos atentados para destacar o fato de que hoje o fluxo de informação não segue apenas o caminho linear das grande redes de comunicação, todos podemos produzir conteúdo, dar a nossa opinião, investigar, denunciar, gravar e jogar na internet para que o mundo inteiro veja. Estamos passando por uma revolução digital, a revolução da informação. Minha esperança é a de que ela veio para o bem da humanidade.

“And now it’s Big Brother who’s being watched … by us!” (E agora é o Big Broder que está sendo observado… por nós) – Michael Moore

Estamos de olho!

Atualização: A revolução digital que eu comentei já começa a aparecer e dar seus frutos, leia esta matéria do Terra com o seguinte título:

Ativismo na internet acelerou queda de ditador na Tunísia.

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